Nike corta 1.400 empregos para apostar em tecnologia e automação
A Nike anunciou que vai despedir cerca de 1.400 trabalhadores, o que representa quase 2% de toda a sua equipa mundial. Estes cortes vão afetar principalmente quem trabalha na área da tecnologia, como parte de um plano para reorganizar o funcionamento da empresa.
O que motivou esta decisão?
Segundo Venkatesh Alagirisamy, um dos diretores da marca, o objetivo é tornar a Nike "menos complexa e mais ágil". Na prática, isto significa:
- Simplificar processos internos que hoje são muito burocráticos.
- Investir em automação avançada para substituir tarefas manuais.
- Reduzir custos após um período financeiro mais difícil.
Os números por trás da crise
A situação financeira da empresa explica esta pressão por mudanças:
- Lucros em queda: Entre o final de 2025 e o início de 2026, a Nike lucrou 520 milhões de dólares — um valor considerável, mas 35% mais baixo do que no mesmo período do ano passado.
- Vendas paradas: O volume de vendas estagnou nos 11,2 mil milhões de dólares.
- Previsões pessimistas: Para o próximo trimestre, a empresa espera que as receitas continuem a cair (entre 2% a 4%), devido à quebra de vendas na China e na marca Converse.
A minha opinião:
É o cenário clássico das grandes empresas hoje em dia: quando os lucros não crescem como os acionistas esperam, o primeiro passo é "cortar na gordura". É irónico e até um pouco frio que a área tecnológica seja a mais afetada, precisamente para dar lugar a uma automação que, teoricamente, deveria ter sido construída por essas mesmas pessoas. No final do dia, a Nike está a tentar provar que consegue ser mais eficiente com menos gente, mas o custo humano de 1.400 famílias afetadas é o lado da notícia que os relatórios financeiros raramente detalham.
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