A Economia Russa está por um Fio? O que os Suecos dizem que Moscovo esconde
As notícias que chegam de Moscovo pintam muitas vezes um cenário de resistência, mas, segundo os serviços secretos militares da Suécia, a realidade nos bastidores é muito mais sombria. Thomas Nilsson, o chefe da inteligência sueca, não poupou palavras numa entrevista recente: a economia russa está a ser "maquilhada" e os números oficiais não batem certo.
O que está a acontecer na prática?
Enquanto o Banco Central da Rússia fala numa inflação controlada (perto dos 6%), a Suécia acredita que o valor real está mais próximo dos 15% — o mesmo valor da taxa de juro do país. Além disso, estima-se que o défice orçamental esteja "furado" em cerca de 30 mil milhões de dólares a mais do que o admitido publicamente.
Basicamente, o diagnóstico é de que a Rússia está a viver "fiado" e a queimar reservas para manter a máquina de guerra e a estabilidade interna.
Cenários para o futuro:
Nilsson aponta apenas dois caminhos, e nenhum deles é bom:
Uma recessão profunda a longo prazo.
Um choque financeiro súbito.
Para equilibrar as contas, a Rússia precisaria que o petróleo fosse vendido a 100 dólares por barril durante um ano inteiro — algo que não parece estar no horizonte próximo.
A Minha Opinião (Blog BILLION)
No mundo dos negócios e da alta finança, sabemos que os números podem ser esticados, mas raramente podem ser escondidos para sempre. A estratégia de Moscovo parece ser a de "aguentar custe o que custar", tentando convencer o Ocidente de que as sanções não fazem efeito.
No entanto, quando um país começa a subestimar a inflação desta maneira e a viver endividado para mascarar gastos militares, o resultado é quase sempre uma catástrofe financeira que acaba por sobrar para os cidadãos. É o clássico "castelo de cartas": parece sólido por fora, mas qualquer brisa mais forte no preço da energia ou na pressão internacional pode deitar tudo abaixo.
No BILLION, acreditamos que a transparência é a base de qualquer economia forte. Quando os dados oficiais se tornam ferramentas de propaganda, o investidor e o mercado perdem a confiança. E, como sabemos, sem confiança, não há economia que resista muito tempo.
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